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Adoção do IPv6 cresceu… mas esqueceram dos e-mails

Fato! IPv6 não está pronto para e-mail marketing!

Existe um movimento bacana em prol da adoção do IPv6 “estruturas afora” mas, para o ecossistema de e-mails, a coisa está muito aquém do que achei que estaríamos em 2014. Tudo bem que o movimento “World IPv6 Launch“, talvez o mais legal de todos, só ganhou vida em 2012, mas essa onda está aí para ser surfada a algum tempo. E até agora nada! Tudo muito devagar… para os e-mails! A adoção é muito maior quando pesquisamos serviços Web e DNS. Porque? Segurança?

Dois sites muito legais sobre o assunto são:

  • IPv6.br: Nosso recurso pt-br com muita informação legal;
  • Google IPv6: Logo de cara vemos um mapinha bem informativo mostrando o quão pequeno ainda é a adoção da tecnologia.

Bem, o que me levou a escrever esse post foi um pedido de um “amigo-cliente” que, ao estruturar uma nova operação comercial, me pediu para especificar e montar a estrutura de servidores para a parte de e-mail marketing do negócio e disse estar interessado em usar IPv6 para enviar e-mails. Ele me mandou o link de um site que eu já havia visto em outro momento, quando pesquisava sobre a adoção do novo endereçamento em serviços de internet. O site, www.vyncke.org/ipv6status/ é um recurso muito bom também e foi por ele que concluímos que pouquíssimos ISPs e até mesmo grandes grupos de pesquisa, governo etc que, nos meus pensamentos, deveriam fomentar a adoção, ainda não adotaram. Algumas consultas abaixo nos dão uma fotografia melhor do que está acontecendo. Basta clicar nos links:

  1. Para os serviços de e-mail, o Google domina com IPv6 nos EUA;
  2. Já no Brasil…. Google de novo nos e-mails;
  3. O país com a maior taxa de adoção do IPv6 nos e-mails é a Líbia! Mas só porque todo mundo usa o Google;
  4. Uol, Bol, Terra, Ig, Hotmail, Yahoo, esse pessoal “ainda” não adotaram IPv6 em seus servidores de e-mail. Por isso, se você não pretende enviar e-mails apenas para sites que usam Google Apps e o próprio Gmail, não acho interessante nem necessário adotar IPv6.

 

Onde eu me encaixo? (o famigerado graymail)

No início de 2010 eu vi pela primeira vez a definição do que a maioria dos sites que se relacionam com os clientes/usuários por email costumam fazer. Foi em um post no blog do time da Microsoft, onde eles publicaram um estudo sobre os e-mails que eram spam para alguns e não-spam para outros. Afirmavam que os resultados das filtragens usadas no Hotmail (hoje outlook.com), esse conjunto de técnicas de detecção e contenção que formam o excelente(???) Smartscreen, chegaram a um ponto em que “spam de fato não entra mais”. Mas “spam de fato” era spam para quase todo mundo. Esses outros e-mails não. Algo havia de ser feito para resolver o problema dos e-mails de ofertas, news, updates de redes sociais etc, que naquele momento, representavam uma grande porcentagem do total de emails que transitavam pelo ecossistema do Hotmail e nem sempre eram bem-vindos ou, em dado momento, deixavam de ser.

E-mails que, pela clássica definição de spam, não podiam ser chamados assim (pois em algum momento houve no mínimo um desejo “primitivo” de recebê-los) receberam um nome: GRAYMAIL – basicamente e-mails que em um momento são queridos mas em outro não são mais.

Desse momento em diante conclui que a maioria dos meus clientes se encaixam nessa definição. Em 2011, um novo post mostrando mais avanços. E eis que então, nos dias atuais, todo o esforço da indústria de ferramentas e serviços antispam são voltadas para esses caras! E “esses caras” pode ser VOCÊ! Por isso o engagement, a relação do usuário, dono da mailbox, com o SEU CONTEÚDO,  torna-se tão importante. Pois bem. O que já era difícil tem se tornado cada vez mais complicado. Fazer com que o seu conteúdo chegue na caixa de entrada ou em qualquer outra “tab” como “promotions”, “social”, “updates” nos tira horas de sono revisando estrutura, fazendo warm ups, pesquisando BLs, compactuando com best practices. Tudo muito mais difícil hoje em dia. Minhas mailboxes agradecem ;)

Agora me diz, onde eu me encaixo?

A pergunta para essa resposta é muito simples. Veja:

  • Você comprou um CD com alguns gazilhões de e-mails na feirinha da esquina para enviar as promoções de cremes e perfumes da sua tia: spammer! louco! péssimo sobrinho!
  • Você tem um site onde algumas pessoas se cadastram. Você não confirma esses cadastros de nenhuma forma e manda e-mails da padaria da esquina: spammer! spammer! Queimem o spammer!
  • Você tem um site de informações, sobre as descobertas das plantas mais exóticas do mundo em risco de extinção. Algumas pessoas se cadastram e você dispara, nesse momento, um e-mail para esse cadastro confirmando a inscrição (e a intenção) para receber as novidades: Show! Está fazendo muito bem!!!
  • Uma parte dos botânicos de plantão não abrem mais seus e-mails. Pior! Alguns (loucos) até reportam que o seu e-mail é spam, clicando no famigerado botãozinho “isso é spam” ou coisa do tipo: bem… seu e-mail se tornou um graymail. (…e provavelmente você esqueceu do link visivel de descadastro)
  • Com um novo site (depois de um mega trabalho porque o outro começou a ficar mal visto na internet), você fez todo o processo de inscrição e confirmação e ainda manda periodicamente mas não tão frequente um e-mail pedindo para o cadastrado confirmar que ainda tem interesse em receber seus updates: você é meu cliente preferido! :) 

Nesse último caso, eu gosto de pensar que temos aí a origem da análise (e geração de “score”) do engajamento do cliente com o seu conteúdo…. O que acham?

…mas é pecado!

O grande pecado do e-mail marketing é ser baseado em um serviço facilmente explorado com práticas ruins  que é o….

…maaas é claro, o próprio e-mail. Pior ainda é a clássica falta de respeito dos marketeiros espertões. Alguns clientes que já tive eram totalmente contra algumas (muito) boas práticas que fazem com que sua lista de contatos seja enriquecida e altamente qualificada (high engagement). Alegam que o resultado dessa “limpeza”, a diminuição óbvia do número de contatos visto a “origem discutível” dessa lista é ruim para os negócios. MAaas é claro!

Five tips to my fellows:

1. Alto lá! Identifique-se! Ninguém confia em quem não conhece! Aprendemos isso desde criancinhas;

2. Seja sincero no opt-out /unsubscribe. Se alguém quer sair da sua lista de contatos, permita que saia. De ainda opção de escolha. Se nada mais deve ser enviado, independente do produto, serviço notícia etc, permita que escolham o que deve ser suspenso ou se TUDO deve ser suspenso;

3. Use double opt in. E monitore a interação da sua lista com as suas campanhas. Se sua lista é “apenas” optin, o trabalho de “garimpo” triplicará o esforço necessário;

4. Atenda a porta quando o ABUSE bater. Sério! Não adianta se fingir de morto;

5. Feedbackloop e headers informando como podem te contatar são essenciais e alguém SEMPRE procura por esses instrumentos.

Se essas premissas básicas não fazem parte do modus operandis da empresa, faltará pouco para ser tornar um spammer profissional.

O mais engraçado é a quantidade de vezes que leio essas mesmas dicas, mas é como o aviso de "lave as mãos após usar o banheiro"... ninguém presta a atenção se não teve educação prévia :\

Algumas estatísticas aterradoras

Olá pessoal,

Navegar na internet em busca de informação. Afinal, antes das redes sociais, mensagens rápidas e/ou instantâneas, fotos tratadas de pseudo artistas, documentos secretos blá, blá, blá, internet é sinônimo de informação. Bem, tem informação nas bodegas supracitadas também, enfim… Aqui estão algumas bem legais que achei :

 

  1. “21% dos destinatários reportam Spam, mesmo eles sabendo que não são”

  2. “43% dos destinatários clicam no botão Spam baseado no “from” ou endereço de e-mail do remetente”

  3. “69% dos destinatários reportam Spam somente com base no Título do e-mail”

  4. “Um endereço IP listado em 1 das 12 maiores blacklists existentes tem uma taxa de entrega 25% menor do que um IP não listado”

  5. “30% dos destinatários mudam de email anualmente”

  6. “Listas de e-mails com 10% ou mais de destinatários inválidos (bounces) conseguem somente 44% dos seus e-mails entregues aos provedores”

 

Onde li esses números tem muito mais!!! Resolvi então procurar as referências, as origens desses números, perguntei ao dono do site e não tive resposta, tentei visitar os sites das outras pessoas que estavam envolvidas nesse resultado e não achei. Será falso? Dados para amedrontar ou causar pânico ou o que?

A grande verdade é: NÃO IMPORTA! – Se esses dados são reais ou não, who care? De fato tudo o que é visto nessa lista é de grande importância e, também, de fato, não é novidade para alguém que esteja minimamente envolvido com esse mercado danado. É regra que o mínimo seja feito, como:

  • Feedbackloop!!!! Sempre feedbackloop!!!!

  • Bounces, tanto soft quanto hard, e-mails inválidos e coisas do tipo devem ser tratadas, a lista de e-mails deve ser sempre higienizada.

  • Recursos de opt-out CLARO! – Deixe o link de unsubscribe em destaque. Quem quiser que vá… (é melhor um unsubscribe do que um abuse ou spam complaint). E cumpra com o seu dever!

  • Qualidade dos IPs, verifique sempre! Diariamente ou melhor ainda por hora.

  • Conteúdo! Tem que ser claro, conciso, direto, direto, criativo, direto, claro….

  • Subject! Tem que ser claro, conciso, direto, direto, criativo, direto, claro….

Não faço aquele tipo que acredita em tudo que lê, em tudo que vê, em tudo que ouve, mas quaisquer que seja a informação, pensar não custa nada!